A Rota Mogiana assume, em 1º de novembro de 2026, a administração de rodovias do interior de São Paulo, incluindo trechos próximos a Ribeirão Preto. Segundo Rafael Silveira, diretor corporativo da concessionária, a operação prevê investimentos e serviços de conservação.
A transição transfere à empresa segmentos que estavam sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). De acordo com Silveira, a mudança foi planejada para que os serviços não sejam interrompidos.
Motoristas que circulam pela região de Ribeirão Preto serão afetados pela concessão, que inclui trechos da SP-338 e da SP-333. A operação começa em 1º de novembro.

O contrato também prevê alterações futuras no sistema de cobrança de pedágio e ampliação da capacidade das pistas. Entre as primeiras ações estão serviços de conservação e renovação da sinalização.
Transição, atendimento e trechos sob concessão
Na passagem da administração, a Rota Mogiana assume o Centro de Controle Operacional e coloca equipes e veículos de atendimento em circulação. Segundo Rafael Silveira, diretor corporativo da concessionária, o planejamento da transição foi feito para manter os serviços em funcionamento.
Os motoristas terão acesso a guincho, ambulância e inspeção de tráfego 24 horas, sem cobrança. O atendimento pode ser solicitado pelo telefone 0800 055 9696.
Na região de Ribeirão Preto, a concessão abrange a SP-338 entre Cajuru e Mococa e a SP-333 entre Cajuru e Santa Cruz da Esperança. Conforme Silveira, esses trechos passam à gestão da empresa depois de deixarem a administração do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Investimentos, pedágios e obras previstas no contrato
Para os dois primeiros anos de operação, estão previstos R$ 540 milhões em serviços de recuperação e conservação da infraestrutura. O contrato estabelece ainda investimentos de R$ 9,4 bilhões ao longo de 30 anos e a duplicação de mais de 217 quilômetros de rodovias.
As tarifas das nove praças de pedágio existentes permanecem nos valores atuais com o início da concessão. Segundo Rafael Silveira, os preços foram reajustados pelo governo estadual em julho e já correspondem aos valores que serão cobrados a partir de novembro.
O contrato prevê desconto de 5% para quem pagar com tag automática. Veículos de passeio também podem obter abatimentos progressivos ao passar pela mesma praça, no mesmo sentido e dentro do mesmo mês: a partir da 11ª passagem, a redução é de 10%; da 21ª em diante, chega a 20%.
O sistema Siga Fácil, com cobrança eletrônica por pórticos e sem cancelas, substituirá as nove praças tradicionais em duas etapas: a primeira começa no 13º mês do contrato e a segunda, no 25º. Ao todo, serão instalados 19 pórticos. Nos primeiros meses, o plano emergencial inclui tapa-buracos, recuperação do asfalto, renovação da sinalização horizontal e vertical, limpeza da drenagem e roçada; os trechos antes administrados pela concessionária anterior devem receber recuperação em até seis meses, e os que estavam sob responsabilidade do DER, em até 12 meses.


