Faris Antônio Salomão Michaele construiu uma trajetória ligada à educação e à vida cultural de Ponta Grossa. Nascido em Mococa (SP), em 1911, ele se mudou para os Campos Gerais aos 12 anos.
Segundo publicação do perfil Café bem Passado, replicada pela página Ponta Grossa Memória Viva, Michaele reuniu atuações como professor, linguista, advogado, escritor e etnógrafo. O educador dominava mais de 30 idiomas.
A trajetória foi relembrada em uma publicação de 15 de outubro de 2026, data em que se celebra o Dia do Professor. A homenagem destaca a atuação de Michaele no ensino e na cultura de Ponta Grossa.

Entre os temas abordados estão sua formação, a carreira docente e a participação na criação de instituições locais. Michaele morreu em 1977, e seu legado permanece associado à história da educação ponta-grossense.
Da formação no Regente Feijó à carreira docente
Faris Michaele integrou a primeira turma do Colégio Estadual Regente Feijó, onde posteriormente lecionou por três décadas. Sua trajetória na instituição reuniu a experiência de formação escolar e a atuação como professor.
Após se formar em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Michaele escolheu dedicar-se ao ensino. A formação jurídica também esteve entre os campos em que atuou como docente no ensino superior.
Além das aulas no Regente Feijó, Faris Michaele ensinou Antropologia, Língua Inglesa, Tupi e Direito no ensino superior. As diferentes disciplinas expressam a variedade de áreas abrangidas por sua carreira docente.
Instituições e legado cultural em Ponta Grossa
Na educação superior de Ponta Grossa, Michaele foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Também participou ativamente da criação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em 1971.
A atuação cultural de Faris Michaele incluiu a fundação do Centro Cultural Euclides da Cunha. Ele também esteve ligado à criação do Museu Campos Gerais, instituição associada à memória e à cultura local.
Registros sobre a trajetória de Michaele também apontam sua presença na vida literária de Ponta Grossa. Entre os espaços relacionados à sua rotina cultural estão o Centro Cultural Euclides da Cunha e o Museu Campos Gerais, ambos ligados às iniciativas que ajudaram a compor a história cultural da cidade.


