Cerimônia de velório em São João da Boa Vista
O juiz Gustavo de Castro Campos, encontrado carbonizado no interior de SP, teve seu velório realizado na noite de ontem em São João da Boa Vista, local onde residia. A cerimônia se estendeu do final da tarde até às 22h, em um estabelecimento chamado Velório da Paz.
Após o velório, seu corpo foi levado para ser sepultado na capital paulista. O enterro está agendado para ocorrer no Cemitério Gethsêmani do Morumbi, localizado na Vila Sônia, às 10h desta manhã.
Detalhes da morte e investigação policial
O juiz Gustavo de Castro Campos, que estava em sua residência em São João da Boa Vista, foi encontrado morto dentro de seu veículo, que havia sido consumido pelo fogo. O carro estava na Estrada de Terra Euclides Dotta, uma área rural da cidade, quando a Polícia Militar foi chamada por volta das 20h15 para atender a uma ocorrência de incêndio.

Uma testemunha tentou apagar as chamas utilizando terra e com a ajuda de uma retroescavadeira, mas não percebeu que havia alguém dentro do carro devido à fumaça densa e aos vidros escuros. Ao controlar o incêndio, os bombeiros descobriram o corpo da vítima no banco do motorista. Gustavo foi identificado por meio de uma tatuagem no abdômen e pela documentação que portava.
A polícia até o momento não encontrou sinais claros de violência no corpo. Conforme o relatório, não havia ferimentos por armas brancas ou de fogo. Além disso, sua aliança e carteira foram recuperadas intactas. A investigação revelou que o juiz havia sido visto comprando gasolina em um posto pouco antes de sua morte, e imagens de câmeras de segurança mostraram o momento da compra, o que levantou mais indícios sobre o caso.
O inquérito sobre a morte do juiz, considerado suspeito, está a cargo da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista, e até o momento não há suspeitos detidos.
Quem era Gustavo de Castro Campos
Gustavo de Castro Campos, que faleceu aos 45 anos, era titular da 2ª Vara da cidade de Mococa. Natural de Mogi das Cruzes, ingressou no Tribunal de Justiça de São Paulo em 2014, tendo passado por diversas cidades como Barretos e Tambaú. Antes de atuar como juiz, Gustavo trabalhou como advogado e delegado da Polícia Civil.
A morte dele gerou grande consternação entre as instituições jurídicas, como o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Apamagis e a OAB de Mococa, que expressaram pesar pela perda de um juiz admirado e respeitado tanto pelos advogados quanto pelos servidores da Justiça.


