A Casa da Cultura “Rogério Cardoso”, em Mococa, criou uma sala em homenagem ao escultor Bruno Giorgi, que neste ano completaria 108 anos.

O artista, nascido no município, é autor de obras que se tornaram cartões postais do país, como “Os Candangos”, que está na Praça dos Três Poderes em Brasília, e também “Meteoro”, em frente ao Palácio do Itamaraty.

“Ele fez uma obra especial. A obra escultural dele tem um significado estético para o Brasil e para o mundo, para os movimentos do século passado, grandioso. Ele é grande como produtor artístico no campo da estética e precisamos valorizar isso”, disse a arte educadora Eliana Galvani.

Na sala, uma mostra conta a história do artista, que ainda criança foi com a família para a Itália, onde começou a estudar artes. Em 1935, Giorgi retornou ao Brasil e foi morar em São Paulo. Obras que ilustram as etapas do trabalho do escultor estão expostas.

”São obras de algumas décadas que mostram um pouco essa evolução do trabalho e as fases do artista. Como por exemplo, na década de 1960, tem uma escultura dele que tem a ver com a linha e a forma, que é contemporânea da escultura Os Candangos”, explicou Manuela Mendes, curadora da exposição.

No começo da década de 1940, ele ganhou um concurso e produziu o Monumento à Juventude Brasileira, que marcou a história de Giorgi como escultor de grandes obras. Em 1951, teve a primeira participação na Bienal de São Paulo.

A estudante Maria Eduarda Oliveira escolheu a obra “São Francisco e o Lobo de Gúbios” como preferida. “Além de ele ser o santo que a minha família segue, ele cativa um animalzinho que não é tão dócil e eu gosto muito de bichos. Achei bonita e muito interessante”, disse.

A Casa da Cultura fica na Rua Muniz Barreto, 54, no Centro. A exposição é permanente. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3665-8044.

Casa da Cultura de Mococa tem exposição do escultor Bruno Giorgi

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